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Garrafa, cachaça, estopa e impressão sobre papel. Em março de 2007, o presidente norte americano George W. Bush veio ao Brasil selar um acordo sobre biocombustíveis – parceria estratégica ou colonização econômica? Cereais para automóveis ou alimentos para pessoas?– eram algumas das questões que surgiam acerca do tema. Realizamos uma série de reações simbólicas á sua presença com posters trazendo a pergunta “Por que lutamos?” e uma grande impressão vinílica com a afirmação “Temos álcool para dar e vender; ethanol molotov for yankee target”, ambas posicionadas estratégicamente ao longo de um dos trajetos da “caravana Bush” por São Paulo. Saindo do Brasil, Bush seguiu para a Argentina, no Ushuaia, cidade que receberia a I Bienal do Fim do Mundo, da qual o Bijari participou. Oportunamente, os posters e o rotulo ganharam versão castelhana e a estratégia se repetiu pelas ruas daquela cidade, ativando novas questões referentes ao contexto local para além da nossa intenção inicial. Quais são as nossas lutas e como podemos vencê-las? Os registros das ações foram exibidos em uma instalação da qual fez parte o molotov simbólico contendo cachaça, que era servida aos visitantes como mote para inciar conversas acerca da pergunta: ¿Por qué luchamos?