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Desde 2016 o Valongo, Festival Internacional da Imagem, ocupa o bairro histórico da cidade de Santos, tornando-se uma importante referência de práticas artísticas e produção de conhecimento.

Colaboramos com a desafiadora tarefa de desenhar uma expografia capaz de relacionar trabalhos realizados em ampla variedade de mídias - fotografia, vídeo, performance, escultura, artes digitais - e sua presença em meio às ruínas do bairro histórico e a sua potente inscrição na paisagem urbana. Para tanto, utilizamos estruturas e instalações que pudessem integrar ou revelar as características arquitetônicas das ruínas, mas também romper o interior das mesmas em direção ao espaço público, criando novas camadas e escalas para a exposição do conteúdo a partir dessa relação, como no caso do mapping criado com o acervo Zumvi que reúne imagens da resistência negra na Bahia.

Ao explorar a correspondência entre as alterações da paisagem e a inserção da arte, a arquitetura expositiva busca estabelecer uma espécie de desvio quanto à apreensão das transformações ocorridas em determinado contexto. Apropria-se de um processo existente (o da percepção) para suscitar a revelação do já existente e permitir dar luz à outras tantas realidades encobertas.